terça-feira, 30 de novembro de 2010

Como dar uma notícia trágica à esposa de um colega

Julio, Carlos, e Zeca trabalharam até tarde no escritório e aguardavam o elevador conversando entre exaustos e animados, quando a porta se abriu e Julio entrou sem perceber que o elevador não estava ali, despencando do oitavo andar e tendo morte instantânea. Depois da ambulância encaminhar o corpo, Carlos e Zeca imaginavam qual dos dois teria que dar a notícia à esposa de Julio.
Carlos alegou ser bom com toda essa coisa de sensibilidade, e se voluntarizou para a tarefa. Após duas horas ele retorna, carregando uma caixa de cerveja.
"Então, você contou a ela?" perguntou Zeca.
"Sim", respondeu Carlos.
"E onde você conseguiu a caixa de cerveja?"
Carlos informou Zeca. "Ela a deu para mim!"
"Que??" exclamou Zeca, "você acaba de contar a ela que o marido morreu e ela te dá uma caixa de cerveja??"
"Claro", disse Carlos.
"Mas por que?" quis saber Zeca.
"Bem", Carlos continuou, "quando ela atendeu a porta eu perguntei: 'ei, a senhora é a viúva de Julio?'
'Viuva?', ela disse, 'não, não, você está enganado, não sou viúva!'
Então eu disse: 'Aposto uma caixa de cerveja como É!!'"

A Galinha Com Valor Agregado

Pergunta: Por que a galinha atravessou a estrada?

Platão: porque buscava alcançar o bem

Aristóteles: é da natureza das galinhas cruzar a estrada

Freud: a preocupação com o fato da galinha cruzar a estrada denota uma insegurança sexual

Marx: o atual estágio das forças produtivas exigia uma nova classe social de galinhas, capazes de cruzar a estrada

Andersen Consulting: A desregulamentação do lado da estrada estava ameaçando a galinha em relação a sua posição dominante no mercado. Assim, esta foi confrontada com desafios significativos para criar e desenvolver as competências necessárias para o novo mercado competitivo. A Andersen Consulting, numa relação de parceria com o cliente, ajudou a galinha a repensar sua estratégia de distribuição física e processos de implementação. Usando o Modelo de Integração de Aves (MIA), a Andersen ajudou a galinha a usar suas habilidades, metodologias, conhecimento, capital e experiências para alinhar indivíduos, processos e tecnologia em apoio da sua estratégia global dentro de um quadro de gestão participativa. A Andersen Consulting convocou um diversificado espectro de especialistas multidisciplinares, analistas de estrada e as melhores galinhas juntamente com consultores da Andersen com profundas habilidades na indústria de transporte para se envolverem em um roteiro de dois dias de reuniões a fim de alavancar seu capital de conhecimento pessoal, tanto tácito quanto explícito, e que lhes permitiu criar sinergias entre si para atingir as metas implícitas da entrega e com sucesso arquitetar e implementar um modelo de valor para toda a empresa através da continuidade de processos trans-medianos de aves. A reunião foi realizada em um cenário típico de parque, habilitando e criando um ambiente impactante que foi estrategicamente baseado, com enfoque na indústria e construído sobre uma mensagem de mercado consistente, clara, unificada e alinhada com a missão, visão e valores fundamentais da galinha. Isto foi propício para a criação de uma solução completa de integração de negócio. A Andersen Consulting ajudou a travessia da galinha a se tornar mais bem sucedida, agregando valor a seu negócio!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Jovem Executivo

Um jovem executivo estava começando seu próprio negócio. Alugou um bonito escritório e o mobiliou com antiguidades. Sentado lá, ele viu que um homem vinha da rua em direção ao escritório. Querendo parecer o "bam-bam-bam", o executivo pegou o telefone em sua mesa e começou a fingir que estava fechando um grande negócio.
Ele se mostrou confiante, esboçou grandes planos e confirmou forte comprometimento. Finalmente ele desligou o aparelho e atendeu ao visitante, "Posso ajudá-lo?"
O homem então respondeu, "Sim, pode me informar onde fica o quadro de distribuição, por favor? Eu vim ativar suas linhas telefõnicas..."

Visita Surpresa

Resolvida a fazer uma surpresa ao marido, a esposa do executivo passa em seu escritório. Ela o encontra com a secretária sentada em seu colo. 

Sem hesitar, ele dita, "...e concluindo, senhores, com ou sem contenções, não é possível continuar operando este escritório com somente uma cadeira."

domingo, 28 de novembro de 2010

A Divina Comédia Corporativa

Foi tudo muito rápido. O executivo bem-sucedido sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou, deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso portal. Ainda meio zonzo, atravessou-o e deu de cara com uma miríade de pessoas, todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, o executivo bem-sucedido abordou um dos passantes:
- Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para meu escritório porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazido para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?
- No céu.
- No céu???
- É.
- Tipo o quê, por exemplo? Tipo assim, céu? "O" céu, aquele? Com querubins voando e coisas do gênero? Que é isso amigo, você está com gozação?
- Aquele mesmo. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências (nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular), o executivo bem-sucedido custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva.

Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis Técnicas Avançadas de Negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana ele iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotado para assumir a posição de vice-presidente na empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:
- Talvez seja melhor você conversar com São Pedro, o síndico.
- É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?
- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.
- Assim? (...)
- Pois não?

O executivo bem-sucedido quase desaba da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro.

Mas o executivo havia feito um curso intensivo de "Approach para Situações Inesperadas" e reagiu rapidinho:
- Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou um executivo bem-sucedido e...
- Executivo... Que palavra estranha. De que século você veio?
- Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo "executivo"?
- Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que o executivo bem-sucedido teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, o executivo poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial na organização.

- Sabe, meu caro Pedro, se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.
- É mesmo?
- Pode acreditar, porque tenho PhD em Reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?
- Ah, não sabemos.
- Headcount, então, não deve constar em nenhum versículo, correto?
- Hã?
- Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo, isto aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.
- Que interessante...

- Depois, mais no médio prazo, assim que os fundamentos estiverem sólidos e o pessoal começar a reclamar da pressão e a ficar estressado, a gente acalma a galera bolando um sistema de stock options, com uma campanha motivacional impactante, tipo "O céu é seu".
- Fantástico!
- É claro que, antes de mais nada, precisaríamos de uma hierarquização e de um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver. Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista... Ele existe, certo?

- Sobre todas as coisas.
- Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias hi-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado esotérico, por exemplo, me parece extremamente atrativo.
- Incrível!

- É obvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedrão. O desafio que temos pela frente vai resultar em um turn-around radical.
- Impressionante!

- Isso significa que podemos partir para a implementação?
- Não. Significa que você terá muito futuro em nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno.
- Hum?

- Deus lhe dê Paz, Saúde, Alegria e Amor!

E... vupt!

Não Queremos Puxa-sacos!

Eu Amo Meu Emprego

Eu amo meu emprego e o pagamento
os amo mais e mais a cada momento
Eu amo meu chefe, ele é o melhor
e amo toda hierarquia ao seu redor

Amo meu escritório e o seu edifício
Odeio férias, todo recesso é difícil
Amo minha mesa, monótona e cinzenta
E a pilha de papéis que a cada dia aumenta

Eu amo meu cubículo e minha cadeira
Não há nada que eu ame dessa maneira
Eu amo trabalhar entre meus pares chiques
Seus tiques, seus xiliques e tremeliques



Eu amo meu micro e seus sistemas
Eu os abraço sempre forte, sem problemas
Amo cada programa e todo arquivo
Que pretendo compreender ainda vivo

Feliz de estar aqui, eu estou, eu estou
Sou o mais feliz escravo do meu senhor
Eu amo este trabalho e essa burocracia
Eu amo as reuniões mortais em afasia

Eu amo meu emprego, e digo de novo
E amo tambem este amigável povo
Estes homens que hoje vem me visitar
Em lindos jalecos brancos para me levar!!


(Adaptação para o português: A Diretoria)